Pista Flex para autos e motos

A pista mista de pedágio para autos e motos da Ponte Rio – Niterói é um sucesso! Inaugurada em maio de 2009, e apelidada pela imprensa de Pista Flex, ela veio harmonizar as passagens pelo pedágio, dando fim aos conflitos entre motociclistas e motoristas de autos.
A Pista Flex é a Pista 6 da praça de pedágio e abriga dois arrecadadores: um do lado esquerdo para receber os automóveis, e outro do lado direito, onde foi criada uma faixa exclusiva para as motos. Os arrecadadores volantes, conhecidos como papafilas, agilizam a cobrança e a passagem é muito rápida. Para se ter uma idéia de sua eficácia, no dia 9 de junho a cabine das motos bateu todos os recordes de pedágio do país, com a passagem de 455 motos no período de apenas uma hora.
O projeto da pista mista foi desenvolvido pela CCR Ponte e a ANTT – a Agência Nacional de Transportes Terrestres – e constitui uma solução inédita em praças de pedágio no Brasil.
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1) Você aprova a operação da Pista Flex no pedágio da Ponte? Por que?
OBRAS NO VÃO CENTRAL: PAVIMENTO E ESTRUTURA METÁLICA

Em 2000, a CCR Ponte executou a maior intervenção para obras da história da Ponte Rio - Niterói: os caixões metálicos da superestrutura do vão central foram reforçados internamente e, paralelamente, o pavimento asfáltico naquele trecho da rodovia foi substituído por um piso de concreto armado, o qual constituiu uma laje de reforço estrutural adicional, com excelente trafegabilidade e baixíssima manutenção.
Quatro faixas de rolamento em toda a Ponte

Por ocasião das obras do vão central, uma portaria do Ministério dos Transportes restringiu ao horário das 22h às 4h, a passagem pela Ponte das carretas e caminhões com três eixos ou mais, o que permitiu o redimensionamento das pistas para a adoção de uma quarta faixa de rolamento, nos dois sentidos, no trecho entre a praça de pedágio e o vão central.
A medida proporcionou o aumento da capacidade da Ponte, de 6 mil para 7,5 mil veículos por hora nos horários de pico, principalmente o da manhã, o que acabou com os congestionamentos que ocorriam diariamente nos acessos de Niterói.
Em 2009, a quarta faixa, que existia somente no trecho entre a praça de pedágio e o vão central, foi estendida até os acessos do Rio, também nos dois sentidos de direção, o que proporcionou o aumento da velocidade do tráfego, principalmente nos horários de maior movimento.
Sistema de Atenuadores Dinâmicos Sincronizados

Uma importante contribuição da engenharia para a Ponte Rio - Niterói beneficiou a saúde estrutural do monumento: o sistema de Atenuadores Dinâmicos Sincronizados (ADS), destinado a neutralizar as oscilações da estrutura de aço do vão central quando sob fortes ventos.
A solução inovadora foi estudada por três anos em parceria com a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppetec/UFRJ). O sistema ADS é composto por 32 conjuntos de molas e contrapesos de aço, que totalizam 120 toneladas e estão distribuídos simetricamente no interior dos caixões metálicos do vão central. Ele reduz a frequência de oscilação da estrutura de aço de 848 metros e 13 mil toneladas em situações de fortes ventos. Ou seja, quando venta muito forte na Ponte, a estrutura permanece estável porque as molas do ADS é que trabalham.
Bases Operacionais Suspensas

As bases operacionais suspensas, ou baias suspensas, constituem outra contribuição da engenharia para a Ponte Rio – Niterói. As vigas que sustentam as duas baias, com 80 metros de comprimento, 4,5 metros de largura e 170 toneladas de peso, cada uma, foram instaladas por meio de uma cábrea (guindaste) com quase o dobro da altura da Ponte no local.
As baias suspensas funcionam nas rampas de subida do vão central, nos dois sentidos de direção e foram estrategicamente instaladas na região onde ocorre o maior número de incidentes da Ponte. Baseadas ali, as equipes do serviço SOS Usuário da concessionária prestam atendimentos ainda mais eficazes e liberam mais rapidamente as pistas ao tráfego após a conclusão dos eventos.